Pessoas que conversam com estátuas são legais. Estátuas que fumam, bebem e conversam com pessoas são mais legais ainda. Harajuku, 3 da tarde de domingo.
Ele veste: conjunto de colete e calça larga balão bem abaixo da cintura, cinto de ferramentas , sapatilha ninja, luvas e capacete de proteção. Arrasou! :)
Esse não muito habilidoso, porém simpático artista foi filmado no parque deYoyogi, em uma pracinha que fica logo na saída da estação de Harajuku (Yamanote Line). Essa pracinha famosíssima é povoada por criaturas bastante estranhas denominadas cosplayers (cos de costume + player de player = povo maluquinho que se veste de personagem ou simplesmente inventa moda pra ficar diferente). Por ali sempre acontecem shows de música, dança, gritaria, enfim, performances como essa.
O Hotel era coisa simples, nada de luxo, nada de frescura, mas a gente dorme dentro das cápsulas, hahaha. Custava ¥3,900 o pernoite e dava direito a banho (comunitário), ofuro(adorei), sauna, pijama e algumas toalhas. Uma moça que falava inglês e tinha vários amigos brasileiros (eu perguntei como e ela me respondeu "de várias formas", enfim) foi quem me explicou como funcionava o hotel (só não explicou o que significava "de várias formas"). Dentro da capsula tinha tv, despertador, radio e outros botões que não tentei apertar.
É esse o sentimento que me acompanha desde o primeiro dia em que pisei no Japão. Tudo o que existe aqui vem de uma caixa de brinquedos de um garotinho gigante rico. Tudo vem de uma mesma fábrica gigante.Carros, casas, prédios, pessoas, máquinas fotográficas, tudo com manual de uso, instruções de encaixe e prazo de validade. A forma como as cidades são organizadas, limpas e funcionais, os meios de transporte são absurdamente eficientes, os produtos são distribuídos e repostos nas prateleiras e as pessoas têm todas as mesmas reações e movimentos básicos, às vezes chega a ser assustadora! Ao longo de minha longa e indefinida estadia neste gramado de plástico gigante, buscarei imagens que comprovam essa afirmativa "O Japão é um Playmobil gigante". Nas fotos abaixo, um prédio sendo demolido. Aqui o pessoal derruba e constrói tudo muito rápido.
Você acha que pegar metrô na Sé às sete da manhã é infernal? Você acha que dois (ou mais) corpos não podem ocupar um mesmo lugar ao mesmo tempo? Você acha que no Japão as pessoas são muito distantes e evitam contato físico? Então você precisa ver esse video! (Garimpado no youtube)
Quando linhas de trem e bares se encontram, esse ponto de intersecção se torna bastante importante aqui no Japão (em qualquer lugar eu acho). Yurakucho é um desses lugares. A região é cheia de izakayas e yakitoriyas (bares no estilo japonês). Os bares da foto são Yakitoriyas, é tipo um buteco japonês, mesas na calçada, espetinho na brasa, souvenirs e motivos religiosos nas paredes, uma máquina registradora e muita gente batendo papo depois do trabalho. O visual nessa parte onde tirei as fotos é muito bacana, pois esses bares de calçada ficam embaixo do trilho do trem, então, fica você lá tomando sua cerveja, comendo um espetinho e o trem passando ali encima... dá um ar de subúrbio. Só dá salaryman no local, o pessoal de terno se livrando da gravata, afrouxando o colarinho. Naquele momento todos estão salvos da forca, gosto dessa imagem, tem qualquer coisa de liberdade nela.
O estilo dos pedreiros japoneses é muito legal, esse logo abaixo eu encontrei no trem, não resisti a tirar uma foto pra postar aqui. Eu quero uma calça dessas.
Seu nome é QRIO, delicado, atencioso e muito, muito fofo. É um robô criado pela Sony que possui movimentos muito precisos, o belezoca até dança. Todas as manhãs, vejo um programa infantil onde têm vários deles fazendo uma dancinha com uns humanos engravatados, fico hipnotizada. Aqui vai link da Sony e do youtube:
Encontrei esse cartaz em um bairro de Shinkuju chamado Kabuki-cho. Entre outras coisas era um antigo local de prostituição. Na wikipedia tem uma pequena explicação, http://en.wikipedia.org/wiki/Kabuki-cho, vale a pena dar uma conferida. Shinkuku tem muita tem um visual underground de cidade do futuro. Neons e placas indicando clubes noturnos, sex shops, videos pornô, cinemas, bares masculinos, jogos... e uma multidão de gente indo e vindo :)
Perambulando pelas ruas de comércio parei nessa vitrine. Fiquei olhando prá ela uns bons minutos, porque tinha alguma coisa estranha com aqueles manequins... "Mas que olhos grandes... ahhhh é mangá, lerda." Foi o que pensei.
Certa vez Helevi me perguntou se os gatos do Japão comem sashimi. Devem comer sashimi de pauzinho, esses felinos vida boa. E com essa dona ainda têm a mordomia de subir no balcão. Se um dia eu nascer gato, que seja no Japão.
Aqui está Shibuya!Um centro de comércio e entretenimento prá garotada, centenas de lojas, depatos, casas de diversão e restaurantes. Na primeira foto está o que deve ser o maior cruzamento de pessoas por m2/segundo de todos os tempos, é impressionante, absurdo, e é assim todos os dias, o dia todo até acabar o último trem. Shubuya deve ter também a maior concentração de estrangeiros perdidos do Japão. Atenção para o estrangeirinho ao celular na terceira foto, mão na cabeça, olhar vago... Tá perdidãããão!
Quero um dia ter uma coleção de fotos com as várias formas que as mães têm de carregar as crias aqui no Japão, vão prá tudo que é lado com os filhos pendurados nas costas ou na garupa da bicicleta.
Estava andando numa loja de departamentos quando me deparei com essa caixa na prateleira. Achei bizarro desenharem a cara de desespero da mulher e do bebê. Isso que é apelo emocional, me fez lembrar do filme "Clube da Luta" e dos manuais de primeiros socorros de avião onde as pessoas estão sempre sorrindo enquanto colocam a máscara de oxigênio. Ninguém sorri no meio de um desastre.