
Moda infantil de verdade!!! Na primeira foto uma abelha gigante se diverte lendo um livrinho de dinossauros no trem. Na segunda, irmãos etes invadem o templo de Asakusa num domingo de manhã.
Africano portaria de bar, curtindo um Gilberto Gil. O som tava tocando no Bar do Ricardo, o buteco brasileiro de Roppongi que serve pastel, cochinha, pão de queijo, tem skoll e pinga.Roppongi, alta madrugada.




O meu olhar é nítido como um girassol.Tenho o costume de andar pelas estradasOlhando para a direita e para a esquerda,E de vez em quando olhando para trás...E o que vejo a cada momentoÉ aquilo que nunca antes eu tinha visto,E eu sei dar por isso muito bem...Sei ter o pasmo essencialQue tem uma criança se, ao nascer,Reparasse que nascera deveras...Sinto-me nascido a cada momentoPara a eterna novidade do Mundo...Creio no mundo como num malmequer,Porque o vejo. Mas não penso nelePorque pensar é não compreender...O Mundo não se fez para pensarmos nele(Pensar é estar doente dos olhos)Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,Mas porque a amo, e amo-a por issoPorque quem ama nunca sabe o que amaNem sabe por que ama, nem o que é amar...Amar é a eterna inocência,E a única inocência não pensar...Fernando Pessoa (Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914)

"Quando nada acontece,
há um milagre que não
estamos vendo."
Guimarães Rosa
O trem da meia noite a gente espera deitado.
Sábado à meia noite na estação de Ebisu.
O Japão íntimo se vê assim, pelas frestas, pela janela, do lado de fora, do outro lado do rio, no reflexo das luzes. A vida privada, os detalhes emoldurados, escondidos, os segredos compartimentados. O Japão que eu não alcanço.